Aeróbico em jejum: vale a pena fazer?


Sim, há malhadores que defendem fazer exercício de estômago vazio como estratégia para turbinar a queima de gordura. Mas é importante saber que a tese não tem comprovação científica e os especialistas alertam: não é todo mundo que pode apostar nessa ideia. Entre os profissionais, há os que são radicalmente contra e os que liberam a prática, cada um com seus argumentos. Em uma coisa, todo mundo concorda: é preciso ficar atenta aos sinais do seu corpo para ver como ele reage depois de uma sessão de aeróbico em jejum (batizado de AEJ nas redes sociais). Veja outras regras desse tipo de treino: 1. Converse com seu professor e com uma nutricionista sobre o volume e a intensidade do seu treino antes de tentar malhar em jejum. “Não dá para fazer disso uma rotina”, fala o médico e nutrólogo Mohamad Barakat, de São Paulo. “O ideal é usar por um período determinado.” 2. Quando acordamos e estamos há várias horas sem comer, a glicemia (o nível de açúcar no sangue) está baixa. Nessa hora, apenas exercícios leves e por um tempo curto (uma caminhada ou pedalada leve de até 40 minutos, por exemplo), praticados por pessoas condicionadas, podem trazer o benefício da queima de gordura. “Caso contrário, você pode sentir tontura e desmaiar por causa de hipoglicemia, que é a diminuição do açúcar no sangue”, diz o professor de educação física Thiago de Seixas, do Rio de Janeiro. 3. Acredite: tomar um suco ou comer uma fruta antes de malhar é melhor do que fazer jejum. “Sem ter de onde tirar energia para o exercício, o organismo vai procurar outras fontes, como o músculo”, explica Mohamad Barakat. Ou seja, além de não emagrecer, você sacrifica sua massa magra. 4. Se não comer nada antes de treinar, pense em tomar um suplemento que evite o catabolismo (perda de músculo). Mas só um nutricionista e um médico nutrólogo podem indicar o melhor para o seu caso.

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